terça-feira, setembro 22, 2009

Já dizia o poeta: "Vida louca, vida..."

A pertinência da vida não se torna inerte quando se é dada um grande valor, as pertinências, as pedras que incomodam como se estivessem no sapato, é assim que os problemas entram na nossa vida, e se acumulam, até virar uma grande montanha e despencar sobre as nossas cabeças. Na realidade, o grande segredo seria começar a tirar essas pedras apartir do primeiro momento, apartir do primeiro incômodo, pois se a primeira faz cócegas, a segunda passará a graça, a terceira já vai começar a beliscar, e quando formos ver, estaremos quase que consumados de tanta dor. "É preciso ter cuidado, pra mais tarde não sofrer" - é sim - muito cuidado, principalmente quando estamos tratando do nosso próprio bem. Enfim, a vida é uma imensidão de significados, quase que indecifravéis, a vida na realidade é quase que um "código da Vinci" em que o "segredo" não se é revelado facilmente. Mas, é assim que devemos viver. Sem nos perguntar demais, mas sem ficar mórbidos demais, a dosagem mediana das coisas sempre fará bem. Rindo quando tiver vontade, falando quando se sentir bem, fazendo o que achar que tem que ser feito, dançando mesmo sem saber, comendo o que tiver vontade, comprando o que tanto se quer, fazendo o o que te faz bem, esse é o ponto de partida para viver e ser "feliz".
Bruno Brandão
"Vida louca, vida... breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve." ( Cazuza)

Jeito estúpido de amar...


Eu vou te contar que você não me conhece...
E eu tenho que gritar isso porque você está surda e não me ouve! A sedução me escraviza à você ...
Ao fim de tudo você permanece comigo, mais presa ao que eu criei e não a mim .
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa ....
Você não tem um nome , eu tenho...
Você é um rosto na multidão , e eu sou o centro das atenções ,
Mas a mentira da aparência do que eu sou , é a mentira da aparência do que você é .
Por que eu , eu não sou o meu nome, e você não é ninguém ...
O jogo perigoso que eu pratico aqui , ela busca a chegar ao limite possível da proximação.
Através da aceitação , da distância , e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa ...
Eu quero que você me veja nua , eu me dispo da notícia.
E a minha nudez parada , te denuncia , e te espelha...
Eu me relato , tu me delatas...
Eu nos acuso , e confesso por nós.